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"Flores no Vidro D'água" - Passo a passo

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"Flores em vidro d'água" - Óleo sobre tela - 70x90 cm

Segue abaixo o passo a passo dessa pintura em óleo sobre tela:


O desenho inicial foi feito com lápis, tendo as formas e detalhes bem definidos, o que se faz necessário para se obter um acabamento bem realista.




O desenho inicial foi reforçado usando tinta acrílica (cor violeta) com um pincel mais fino, para que o preenchimento das camadas não oculte os detalhes do desenho.






O fundo é coberto com uma veladura (tinta transparente) feita com tinta acrílica diluída em água. Se for usar tinta a óleo, diluir com terebintina. Uso sempre o acrílico nessa fase inicial da pintura devido à sua secagem rápida, porém a tela deve estar também úmida.


Cores usadas: Ocre, laranja cádmio, terra de siena e branco.






Com a base já seca, começo a pintura do pano. O fundo é feito com ocre e branco e o primeiro sombreamento com terra de siena queimada e natural. Nessa etapa começo a usar a tinta a óleo, que pode ser aplicado sobre o acrílico (nunca o acrílico sobre o óleo).






O fundo também ja está finalizado com óleo, nas cores branco, ocre, terra de siena queimada e laranja cádmio. Essas mesmas cores são aplicadas também no fundo do vidro, junto com uma mistura de branco com azul cobalto, terra de siena queimada e terra de sombra queimada. O efeito de transparência já começa a aparecer.









Começo a pintar as flores com misturas de branco, violeta cobalto, azul cobalto e terra de siena queimada. A parte verde da flor foi feita anteriormente com verde esmeralda, verde inglês, ocre, branco e terra de sombra queimada (sempre misturo essa cor nas partes mais escuras).





O efeito de transparência das gotas d'água das flores se consegue pintando a sombra das mesmas de forma bem sutil, utilizando as mesmas cores da flor. Em seguida aplica-se um brilho dentro de cada gota acrescentando branco à mesma mistura.




As sementes e os galhos são pintados com misturas de verde esmeralda, verde inglês, ocre, terra de siena queimada, ocre e terra de sombra queimada (sempre uso esta última para escurecer as outras).




O efeito de transparência do vidro se consegue basicamente da mesma forma que as gotas d'água. Observe que as cores de todos os detalhes da pintura estão refletidas nele.




Concluído. Essa foto reproduz de forma mais fiel as cores originais utilizadas.




Detalhe...



Desenho de mãos e pés

Pela variedade de posições e grande expressividade, as mãos completam e revelam uma personalidade. Para desenhá-las, é preciso antes compreender perfeitamente sua estrutura (ossos, tendões, músculos). E o melhor recurso é o estudo da sua própria mão.

Faça inúmeros esboços a partir de construções simplificadas. Estude os dedos separadamente, observando a articulação das falanges. O mesmo vale para os pés.

Desenho da orelha

Como o desenho do aparelho auditivo é um pouco difícil, muitos artistas preferem evitá-lo, costumam apenas esboçá-lo ou cobri-lo com cabelos. Porém, se você prestar atenção nas formas e nos detalhes do desenho acima, perceberá que não é tão difícil aprender as características da orelha.
O principal para um desenhista é a observação. Procure notar as diferentes curvas da orelha, a configuração do lobo inferior, a proporção entre a concha auditiva e o resto da cabeça.
A colocação básica da orelha fica entre a sobrancelha e a ponta do nariz.

Desenho do nariz

O nariz inicia-se na linha dos olhos (no meio da altura da cabeça. Para a construção do nariz convém primeiro esboçá-lo sobre um desenho com a forma geométrica de uma pirâmide com três faces, desse modo simplifica-se o desenho e criam-se condições de obter volume e características anatômicas. No desenho de um rosto masculino deve-se ressaltar o osso nasal.

Conforme o ângulo usado para desenhar o nariz, convém salientar determinadas partes e atenuar os contornos de outras. Artistas experientes usam esse recurso para salientar o que interessa.


O nariz feminino deve ser desenhado com o máximo de cuidado, pois é uma das partes da anatomia que mais requer uma boa observação. Seu delineamento precisa ser mais leve, mais sugerido que evidente. Evite qualquer traço que pareça mais forte. A ligação do nariz com a boca também deve ser feita com esmero e curvas delicadas.



Desenho da cabeça

Para desenhar a cabeça, parte-se basicamente de uma forma oval dividida em três linhas horizontais, que determinam a posição dos olhos, nariz e boca; e uma vertical, que divide o rosto ao meio. Experimente riscar um ovo cozido. Movimentando o ovo você verá essas linhas em perspectiva.

Note que essa forma oval se modifica de acordo com as características de cada modelo. Depois de praticar os esboços acima, treine a colocação dos elementos em cabeças desenhadas sob vários ângulos.

Os olhos estão situados na metade da altura da cabeça e seu tamanho corresponde a quinta parte da largura do rosto. Entre os olhos há um espaco correspondente a outro olho. A base do nariz fica um pouco acima da 3ª linha. A boca situa-se um pouco abaixo desta linha. A 4ª linha coincide com o traçado do queixo. Note que essas medidas variam conforme se muda a inclinação (perspectiva) do ovo.

Desenho da boca

A boca constitui elemento muito importante da arquitetura do rosto. Ajuda a definir toda a expressão da figura humana.


Para iniciar o desenho, tome por base a linha interlabial (ou seja, a que fica entre o lábio superior e o inferior). Delimite em seguida, com linhas auxiliares que acompanham a curvatura do rosto, o espaço que a boca deve ocupar. Assim você estabelece a localização e a perspectiva desse elemento.

Trace em seguida a borda inferior e as comissuras (as junções) dos lábios. As demais linhas não devem ser muito marcadas, pois a forma e o volume do desenho resultarão mais da diferença de tonalidade ou de cor entre a boca e a pele do resto da face.Na construção da boca, o lábio superior é formado por três partes, e o inferior por duas.

A condição básica do desenho dos lábios consiste na forma curva do conjunto. Quanto à boca feminina, você deve se preocupar também com a coloração ou o volume.



Os lábios superiores são menos carnudos que os inferiores. Quando a linha que separa o lábio superior do inferior é bem marcada e ligeiramente voltada para baixo, a expressão resulta tristonha. Já uma linha quase sem curvatura endurece o desenho da boca, dando um ar de determinação. Lábios voltados para cima indicam alegria.
Nos lábios masculinos, procure ressaltar apenas a linha interlabial e as comissuras.




Note, pelos desenhos desta página ou por observação direta de um modelo, que a pele dos lábios não é lisa, mas sim ligeiramente gretada. Esse efeito não é difícil de conseguir. Por outro lado, se você não empregar tal recurso, prejudicará a naturalidade.


Evite, ao desenhar a boca, os detalhes dos dentes. Basta um ligeiro esboço da arcada dentária, quando os lábios estiverem entreabertos.



Desenho de olhos


O desenho dos olhos não deve mostrar apenas a parte visível do globo ocular, mas também as sobrancelhas, as pálpebras e as bolsas inferiores. Os cílios fazem parte desse conjunto. Ressalte os cílios quando desenhar os olhos femininos. Desenhe os cílios como "massas" no canto dos olhos, não fio por fio. Os olhos descrevem movimentos amplos de rotação. Localize- os de acordo com a posição do rosto. Procure deixar sempre um ponto de luz refletida. A pupila deve ter sempre uma área mais clara, mesmo nos olhos escuros. Observe se essa área com brilho está do lado de onde vem a luz. Isso dá mais vida ao resultado final, aumentando a naturalidade.



No desenho de um rosto de mulher, os olhos podem determinar os demais elementos. Por isso exigem esmero e delicadeza em seu traçado. Qualquer imperfeição compromete todo o conjunto. As sobrancelhas devem ser mais finas que a dos homens e ter um arco mais pronunciado. Desenhe os cílios compridos e curvos, tratando-os como um todo - nunca um por um. Como os olhos dão realce ao rosto, observe se eles harmonizam com o nariz e com a expressão da boca.


As características principais dos olhos masculinos residem nas sobrancelhas longas e espessas, nos cílios curtos e pouco pronunciados e numa linha pouco suave. As olheiras podem ser mais acentuadas, assim como rugas. Isso torna o desenho mais expressivo. De maneira geral, usam-se com mais liberdade os detalhes anatômicos. O vigor das expressões não compromete a beleza do trabalho, chega até a destacá-la.

Noções de Perspectiva

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Qualquer objeto comum serve de modelo para
os primeiros exercícios de perspectiva. Até mesmo um quadrado está subordinado as leis
e princípios que visam representar, de modo realista, os objetos e figuras geométricas no espaço. Para desenhar os lados do quadrado, você precisa traçar linhas convergentes, que irão terminar em um ponto de fuga (PF), como na figura 1; ou em dois pontos de fuga (PF), como na figura 2. Os pontos de fuga situam -se numa linha horizontal à altura dos olhos: a linha do horizonte (LH).


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A primeira coisa a fazer quando se pretende um desenho em perspectiva é colocar a LH no papel, pois ela indica a altura da visão do desenhista ao focalizar o objeto.

Para entender como se processa a projeção em perspectiva de um círculo, comece pelo quadrado. a projeção em perspectiva de uma forma circular será uma outra, elíptica.


A elipse pode ser traçada a partir da projeção de quatro pontos da intersecção do círculo com o quadrado (A, B, C e D), suficientes para o traçado da elípse.
Para desenhar, por exemplo, um cálice ou um televisor, basta partir desses conceitos fundamentais.


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Proporções da Figura humana

Os esboços da figura humana são uma dos maiores desafios para os desenhistas principiantes, porém essa tarefa torna-se mais fácil com o uso das escalas de proporção: os cânones. Essas escalas permitem estabelecer todas as proporções do corpo e constituem a medida ideal para a figura humana. Atualmente é adotado o cânone grego, que subdivide o corpo em "oito cabeças".

A metade exata do corpo está na quarta divisão, que passa pela articulação superior da coxa (abaixo da bacia) e mostra que o comprimento do membro inferior (coxa, perna e pé) é igual ao do tronco mais o da cabeça e do pescoço. O comprimento da mão equivale ao da cabeça, e o do pé corresponde a metade do da perna.
Observe os pontos que correspondem às divisões do cânone: a primeira divisão acaba na ponta do queixo; a segunda, nos mamilos; a terceira, na cintura; a quarta, no púbis; a quinta, na coxa , acima do joelho; a sexta, na perna, pouco abaixo dos joelhos e também das mãos quando estão estendidas; a sétima, abaixo da barriga da perna; a oitava, sob a planta dos pés.

Observe as diferenças anatômicas do homem e da mulher. Na mulher o talhe estreita-se nos ombros e alarga-se nas cadeiras, a cintura é delgada, os músculos não se destacam e geralmente o talhe é menor que o masculino. No homem, essas características se invertem; os ombros são mais largos e as cadeiras mais estreitas, o esqueleto é maior e mais forte, o modelado apresenta relevos mais visíveis e os músculos aparecem com maior evidência.
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Tintas e pincéis

Pincéis
Três ou quatro pincéis de boa qualidade são suficientes para quem está começando. Redondos, chatos e ovais chatos ou filbert (pincéis chatos com pontas ovaladas). Os pincéis de cerdas, feitos com pêlos de porco, são mais duros do que os de marta e absorvem mais tinta, por isso são melhores para espalhar a tinta em áreas maiores. Os pincéis de marta redondos são mais indicados para trabalhar os detalhes da pintura. Existem também os pincéis de pêlos artificiais, de náilon, resistentes e fáceis de limpar. São aceitáveis, porém se deformam com facilidade. Uma dica importante: Usar pincéis maiores e mais duros para as primeiras camadas e os menores e macios para finalizar a pintura.

Paletas
Qualquer superfície serve como paleta, desde que seja impermeável e uniforme. Se for uma superfície de plástico deve se tomar cuidado para não reagir com o solvente da tinta (terebintina). As paletas de madeira com orifício para o polegar são encontradas em várias formas e tamanhos. É bom experimentar a que melhor se ajuste a sua mão, a fim de não cansar o braço.

Tintas
Com relação à qualidade, há dois tipos de tinta: profissional e amador. A primeira tem cor mais intensa e viva, pois a densidade do pigmento é maior, e também custa mais. A tinta destinada aos principiantes em geral vem com excesso de óleo ou misturada com outros materiais, como giz, e seus pigmentos são de qualidade inferior, por isso custa menos. Porém, essa qualidade é perfeitamente satisfatória. É melhor investir numa maior variedade de cores do que em tintas de qualidade superior. Dica importante: os materiais não passam de simples instrumentos para que as pessoas possam expressar sua criatividade. Grandes artistas produziram quadros famosos usando algumas pequenas combinações de cores.

Desenho a lápis - Introdução


Lápis 6B

Utilize lápis de grafite, encontrados em qualquer boa papelaria, para seus primeiros esboços. A dureza do grafite é indicada pelas letras H (duros) ou B (moles). Os mais duros fazem linhas finas, de um tom cinza mais claro, os mais moles linhas grossas e escuras. Comece com H, HB, B, 2B, 4B, 6B. Esses são suficientes para realizar qualquer trabalho. Faça as primeiras linhas (esboço) com os mais duros e o sombreamento (finalização) com os outros. A princípio convém usar somente o HB para treinar as formas e proporções.





Desenhar e pintar


Estudo para um nu artístico - desenho a lápis
Aprender a desenhar e pintar é aprender a ver e sentir. Qualquer um é capaz de desenhar e pintar. Até o homem das cavernas incluia em seus rituais o desenho dos animais que caçava. A criatividade á um dom de todo ser humano, o desenho ou pintura são modos bem naturais de expressar essa criatividade. Por isso desde a infância o homem utililiza esses meios como forma de demonstrar seus sentimentos, sua visão do mundo. Desenho e pintura revelam-se um dos robbies mais gratificantes. Mas pode ser bem mais, muitos começam como um simples robbie e acabam se tornando grandes profissionais...

Introdução ao óleo

Durante muitos séculos o óleo foi a técnica mais utilizada em pintura. A tinta a óleo é uma mistura de pigmento pulverizado e óleo de linhaça ou papoula. É uma massa espessa, da consistência da manteiga, e já vem pronta para uso, embalada em tubos. Mas você pode adicionar óleo de linhaça ou terebintina e torná-la mais diluída e fácil de espalhar. O óleo acrescenta mais brilho a tinta; o solvente, ao contrário, tende a torná-la opaca. Com a prática, você saberá exatamente quanto de cada material deve adicionar para obter o efeito desejado.
A grande vantagem da pintura a óleo é a flexibilidade, pois com a secagem lenta o pintor tem maior possibilidade de alterar e corrigir seu trabalho.
A preferência de muitos artistas pelo óleo talvez se dê em virtude de sua textura, que transmite um prazer todo especial. O ritmo das pinceladas, o contato do pincel com a tela e a formação das camadas de tinta proporcionam sensações muito agradáveis durante o trabalho. O óleo permite captar expressões e pequenos detalhes facilmente.

Pintura com tinta acrílica


O acrílico é uma tinta sintética solúvel em água, possui uma secagem muito rápida, em oposição à tinta óleo que chega a demorar meses para secar completamente em trabalhos com camadas espessas, possui um odor menos intenso e não causa tantos danos a saúde por não possuir metais pesados, como o cobalto da pintura a óleo.
Sua praticidade, já que não depende de secantes, o diluente é a água, não é nociva ao pintor e seca rápido e a matriz cromática é ampla, a torna muito popular entre artistas contemporâneos.
Em técnicas mistas, acrílica e óleo ou acrílica e pastel, a tinta acrílica sempre é utilizada primeiro já que a as tintas oleosas fixam no acrílico mas o acrílico não fixa nas tintas com vetores oleosos.

Nas primeiras décadas do século XX surgem as tintas acrílicas como alternativas as tintas a óleo. A partir dos anos 40, foram muito usadas nos Estados Unidos e nos anos 60, se espalharam pela Europa. Hoje o mercado dessas tintas é enorme (não confundir com acrílico imobiliário). São apresentadas em tubos, iguais aos das tintas a óleo, e numa grande variedade de cores. Para trabalhar com esse tipo de tinta, o artista precisa recorrer a materiais adicionais como o médium acrílico (glicerina), que serve para diluir as tintas e retardar o processo de secagem. E também ao verniz acrílico, para dar à tela um acabamento brilhante e também para protegê-la.